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Cansaço

O corpo anda cansado A mente em descompasso Um dia de cada vez, diria o ditado E se a fé remove montanhas Mais que isso, renova esperanças Queria fechar os olhos e não ver Mas como na escuridão não se perder? Queria a adrenalina De virar ali na esquina De sonhar mais alto Um sonho melhor ainda Enquanto sonhos não viram realidade, tento fazer poesia Entre palavras de desabafo recito minha agonia

Em um relacionamento sério com as tecnologias

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No início de dezembro passado esqueci meu celular em casa e até escrevi um post sobre isso, sobre a experiência de ficar 12 horas sem o aparelho e suas funcionalidades por perto. E há tempos tenho notado meu apego às tecnologias, telas e redes sociais. Noto que na maioria das vezes meu acesso é automático. Não estou procurando nada, é apenas o vício de "dar uma olhadinha", de querer abraçar o mundo e não perder nenhuma possível novidade. Tenho consciência do quanto isso é ruim. Prova disso é que em tempos de monografia me desconectei por algumas semanas e não tive qualquer trauma. Ganhei mais concentração e o trabalho andou. Há algumas semanas fiz o mesmo: cinco dias sem redes sociais. Foram experiências curtas, mas que mostram o mundo que existe do outro lado da tela. Tenho tido essa preocupação não só com a minha relação com as tecnologias, mas com tudo o que essa dependência provoca nas relações humanas em geral. Vejo crianças ainda muito pequenas vidradas nas telinhas...

Releitura: A menina que roubava livros

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Esse ano não será feito somente de releituras, mas elas têm se mostrado fan-tá-ti-cas! O tempo passa e nossa visão muda, nosso jeito de ler e interpretar pela segunda vez traz novas percepções. A releitura de A menina que roubava livros , de Markus Zusak, era obrigatória, mas tornou-se urgente quando vi que o filme estava prestes a ser lançado. Queria reler antes de assistir o longa. Lembrava que tinha gostado do livro e que o seu iniciozinho foi uma leitura árdua da primeira vez (fins de 2008, início de 2009). Tinha um quê de histórico, nazismo, campos de concentração e uma menina que lia no porão, enquanto os bombardeios aconteciam lá fora. Isso foi o que ficou na memória. Agora, vejo uma narrativa construída de modo incrível não só por um, mas vários motivos. O primeiro, e um pouco óbvio, é que o narrador é nada mais, nada menos que a própria morte. Esse personagem que permeia as nossas vidas e com o qual nos encontraremos no fim, cheio de mistérios, crenças e superstições....

Feedly é vida!

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Embora conhecesse sua existência, nunca tive o hábito de utilizar leitores de RSS. Por isso, quando o Google Reader morreu, não fiquei nem um pouco abalada. Vi uma profusão de posts nos blogs da vida lamentando o fim do produto da Google e sugerindo outras opções tão funcionais quanto a extinta. Foi nessa época que ouvi falar sobre o tal do Feedly, mas nem procurei saber mais detalhes. Meses depois me dei conta de que estava frequentando muitos blogs e acabava me perdendo, esquecendo os endereços, esquecendo de colocar nos meus favoritos... Enfim, uma desordem só! E percebi que era hora de simplificar a vida com um leitor de RSS. Conhecia a teoria do seu funcionamento, mas nunca tinha experimentado. Agora me pergunto: por que nunca havia utilizado uma ferramenta dessas antes?! Procurei pelo Feedly e o acesso foi simples, através de uma conta do Google. E depois, só alegria! Fui agregando os sites e blogs que gosto e agrupando cada um deles em categorias de acordo com os seus res...

Desabafo de uma carioca

Morar na dita cidade maravilhosa está a cada dia mais difícil, mais frustrante. Nada funciona. Somos reféns de um sistema de transporte sucateado. Somos vítimas de governantes corruptos que andam de jatinho e jamais entrariam em um Japeri lotado ao entardecer. Moro em uma rua esquecida pelo poder público porque por lá não passam gringos. Mas o IPTU chega pontualmente e aumenta a cada ano. Preciso sair horas antes para os meus compromissos porque nunca sei se vou demorar mais do que o previsto. Não saio de nenhum lugar sem antes fazer xixi pq não sei que imprevistos posso encontrar pela frente. O trem atrasa, o metrô fecha, a Brasil vive parada. Hoje tinha manifestação. Aparentemente pacífica e por uma causa que defendo. "Queremos trens padrão Fifa" . Mas tive medo e não prossegui até o outro lado do Choque e das roletas. As pessoas começavam a passar para o lado de lá sem pagar. Já imaginei a confusão se formando e bati em retirada com medo de pancadaria e spray de piment...

Releitura: A Culpa é das Estrelas

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Acho que nunca reli um livro dentro de um espaço de tempo tão curto! Li a versão em pdf de A Culpa é das Estrelas em agosto e escrevi sobre ele  aqui no blog. E em dezembro ganhei de presente do namorado (que não sabia que eu já tinha devorado esse livro) com direito à dedicatória e tudo, por isso não pude trocá-lo. Mas como gostei, não seria nenhum sacrifício reler. E foi o que fiz. Agora compartilho por aqui algumas novas considerações. (Reler é um belo exercício! Foi muito bom ter a oportunidade de compreender melhor a trama e seus desdobramentos.) - Gus, um dos personagens principais, destaca e repete muitas vezes o quanto para ele é importante ser lembrado mesmo depois da morte . É claro que nem todos vamos ser mártires, grandes pensadores ou matemáticos. Mas é claro que todos deixamos nossas marcas. E é por nossas atitudes que somos lembrados. Taí um bom motivo para ser do bem! - Os personagens vivem no limite entre vida e morte , bom humor e pessimismo. Esses al...

Nos meus rascunhos...

Esse texto é do dia 03/10/2013. Estava nos meus rascunhos de email por ser muito íntimo, mas percebi que não tenho porque não publicá-lo. É sobre a emoção pura e sincera de uma neta. *** Meu avô tem câncer. E não é de hoje. A doença foi descoberta em 2007 se não me engano. E quem leu o diagnóstico pela primeira vez foi minha mãe, a filha. Agora imagina o que é dar uma notícia dessas para o seu próprio pai. Foi preciso medir palavras, pesar as frases a serem ditas e conter a emoção. Mas as palavras precisam ser ditas sempre (ou quase sempre). Logo o meu avô, o Seu Manuel, tão forte e jovial. Não aparentava a idade que tinha seja pela sua força ou pelos cabelos pretinhos, no auge dos seus 70 e alguma coisa. Logo o meu avô, sisudo e sério. Eu tinha medo dele quando pequena, mas conforme fui crescendo, aquele carinho de neta cresceu junto. Afinal, como não admirar um feirante que criou duas filhas, que as viu crescer, se formarem, casarem e terem filhos. Que está vendo seus netos cres...