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Do outro lado da plataforma

Nossa cidade está cheia de contradições, os choques estão presentes no nosso dia a dia de forma tão constante que muitas vezes nem nos damos conta. Passamos por mendigos no Centro do Rio apressados e eles tornaram-se, de alguma forma, personagens que compõem esse cenário. (Usei o nós como forma de generalizar, mas quando se trata dos meninos na Central, não consigo ignorar e sempre bate uma tristeza e rezo por eles...) Mas quando se está do outro lado (aquele que não é o habitual) é que nos damos conta disso. Todos os dias pego o metrô na volta para casa, sentido Zona Norte, desta suburbana assumida que vos fala. No entanto, recentemente, ao sair do job , fui para a plataforma da Zona Sul esperar o namô para uma saidinha de meio de semana ( tinhaque comemorar minha colação oficial #aproveitandocadasegundo). E foi aí que estudei as diferenças brutais separadas tão somente pelos trilhos. A sensação era estranha... Plataforma vazia no vai e vem dos metrôs, bancos disponíveis para se...

Da dor e delícia de se formar

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Quatro anos se passaram num clique. Quando dei por mim estava às voltas com uma monografia que parecia não chegar nunca às mínimas 40 páginas. Até que a cria nasceu de parto normal e um pouco doloroso. Sorte a minha ter um churrasco de formatura para comemorar e aproveitei cada segundinho. Uma semana depois, a colação fake . Sorrisos, lágrimas, lembranças, beijos e abraços. E a saudade já começava a despontar insinuando que alguma coisa estava chegando ao fim e uma nova etapa estava prestes a começar. O paraninfo, então, tocou exatamente nesse ponto: crescer, "virar" gente grande. Mais dois dias e apresento minha monografia. Sucesso total apesar da apreensão e do trabalho sofrido feito praticamente do Carnaval pra cá. Aprovada. Eee! Depois veio a festa de formatura, quanta elegância! A emoção de usar longo pela primeira vez, com todo glamour (porque não desci do salto e dancei a festa to-da!). Até que toca a última música, não tenho certeza, mas acho que era Jo...

O início

Esse blog, na verdade, é o terceiro. Há alguns anos venho tentando manter o hábito da escrita (que amo!) através de um blog. E todas as tentativas foram frustadas pela preguiça e esquecimento. Escrever não é propriamente um hobby, mas a minha válvula de escape. O que não significa que uma coisa exclua a outra. Tenho lido blogs de vários temas e adoro essa linguagem mais informal, próxima de quem lê. De um narrador que é personagem e que envolve o leitor. Daí parti para mais uma tentativa de me firmar por aqui. Não considero um compromisso formal, mas uma meta pessoal, daquelas que a gente coloca em listinhas. (Sim, eu tenho algumas wish lists e adoro organizar tudo nelas e, principalmente, alcançar os objetivos!) Então, vamos blogar! ;)