Do outro lado da plataforma
Nossa cidade está cheia de contradições, os choques estão presentes no nosso dia a dia de forma tão constante que muitas vezes nem nos damos conta. Passamos por mendigos no Centro do Rio apressados e eles tornaram-se, de alguma forma, personagens que compõem esse cenário. (Usei o nós como forma de generalizar, mas quando se trata dos meninos na Central, não consigo ignorar e sempre bate uma tristeza e rezo por eles...) Mas quando se está do outro lado (aquele que não é o habitual) é que nos damos conta disso. Todos os dias pego o metrô na volta para casa, sentido Zona Norte, desta suburbana assumida que vos fala. No entanto, recentemente, ao sair do job , fui para a plataforma da Zona Sul esperar o namô para uma saidinha de meio de semana ( tinhaque comemorar minha colação oficial #aproveitandocadasegundo). E foi aí que estudei as diferenças brutais separadas tão somente pelos trilhos. A sensação era estranha... Plataforma vazia no vai e vem dos metrôs, bancos disponíveis para se...