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Errar é humano

Aposto que você já perdeu as contas de quantas vezes ouviu essa máxima: "Errar é humano". Ou quem sabe: "atire a primeira pedra quem nunca cometeu pecado" ou "ninguém é perfeito". Na teoria estamos bem alinhados, mas na prática ninguém reconhece seu potencial de erro e o quanto o ser humano é falho. Tenho assistido cenas de pessoas cada vez mais intolerantes e prepotentes que têm arrogância e julgamentos na ponta da língua para defenderem que estão corretas ou para encobrirem seus erros. Todos parecem intocáveis, parecem ocupar uma redoma de vidro, não podem ser questionados ou contrariados. Caso isso aconteça uma reação é imediata: ou se revoltam expondo o erro do outro ou se escondem para que ninguém perceba sua falha. Se errar é humano porque não assumimos de vez nossa condição? Mas não. Nos sentimos tão superiores que somos intocáveis, quase inatingíveis. Quando o ser humano conseguir reconhecer que é passível de erro e que isso não é motivo de ver...

Quero voar

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Quero voar! Quero alçar voos mais interessantes. Topar com correntes de ar diferentes das que já conheço e aprender com elas novos modos de voar. Quero me arriscar por paisagens desconhecidas, por mais que isso possa trazer algum medo. Afinal, a segurança só pode ser conquistada quando enfrentamos as incertezas, quando acreditamos que no futuro algo bom nos espera. E nisso eu acredito e é nessa fé que persigo meus sonhos.

Setembro, seja bem vindo!

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A cada novo mês pipocam nas redes sociais mensagens de boas vindas para o mês, desejosas de coisas positivas para as próximas semanas. E o mês que se encerra é sempre um fracasso, o que é ainda mais engraçado. Até agora parece que nenhum mês foi bom o suficiente e a cada "virada" a esperança se renova. Não tenho encarado 2013 dessa maneira, mas confesso que fiquei feliz com o fim de agosto, ô mês difícil! E hoje, plena segundona, estou cheia de disposição para colocar projetinhos antigos e que não saíam do papel em prática. Acho que é assim que as pessoas têm visto as mudanças de mês, como um pretexto ou um motivo para recomeçar a dieta, voltar a estudar, largar um vício e por aí vai... É como se fosse um Réveillon mensal. Todo final de ano fazemos promessas e resoluções para o ano seguinte. Na prática é só uma noite que separa um ano do outro, mas acredito que o ser humano precisa de estímulos para se reinventar, para promover mudanças e crescer. Tudo bem que não co...

Antes de Dormir

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Surpreendente. Essa é a palavra que melhor define o livro Antes de Dormir , de S. J. Watson. Você passa o livro inteiro vivendo as angústias de Christine, uma mulher de quarenta e poucos anos que sofre de amnésia. Depois de sofrer um acidente, há quase vinte anos atrás, ela acorda todos os dias sem se lembrar de quase nada sobre sua vida, sequer que é casada. Pensa que ainda tem seus 20 anos e não reconhece nem mesmo as mudanças do seu corpo. Encorajada por um médico, começa a escrever um diário até que se depara com a seguinte frase: "Não confie em Ben.", seu marido. O que estava acontecendo? A narrativa às vezes é melancólica e angustiante. Você fica naquela ânsia de saber com precisão o que aconteceu e o que está se passando agora. E acaba vivendo as mesmas incertezas da personagem, já que é ela quem narra a história. Passando um pouco da metade, eu já estava meio decepcionada porque parecia que a coisa não se desenrolava, não chegava em lugar nenhum até que... tcharan...

Quando parte dela foi para São Paulo

Hoje um pedacinho dela viajou. Essa foi a única conclusão a que pôde chegar para explicar a leveza e a ausência que incrivelmente se misturavam em seu coração. Era isso: parte dela não estava ali. Na noite anterior lágrimas caíram sobre o travesseiro com os rostos ainda colados. E hoje novas lágrimas desceram na sala de embarque e depois, vazio. Faltava alguma coisa e era verdade, os dois eram um. Um único e verdadeiro amor .

A culpa é das estrelas

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Vi A Culpa é das estrelas , de John Green, pelos blogs da vida e descobri uma versão em pdf. Baixei despretensiosamente e comecei a ler meio que de brincadeira e não consegui mais parar. É uma narrativa em que os personagens vivem no limite da vida, da morte, entre as alegrias de um amor e a tristeza do câncer terminal. Hazel e Gus são apaixonantes porque revelam os altos e baixos que envolvem a vida de dois jovens que precisam conviver com a doença e a cada dia buscar razões para lutar até o fim. É nobre, é muito bonito de ver personagens tão profundos. Muitas vezes durante a leitura me questionei se teria metade da força de vontade deles ou um terço do bom humor e sarcasmo com os quais eles lidam com situações limite. Acho que eu seria só lágrimas... Há instantes de fraqueza, choro e desânimo, mas também tem alegria e muita coragem. Passei por um trecho chatinho, confesso, mas não foi suficiente para me fazer desistir da leitura. (Entendo que todo livro tem momentos menos leg...

Meu diário da JMJ Rio 2013 - parte 2

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Continuação.... Dia 24/07 noite - Primeira vez como voluntária Neste dia trabalhei normalmente (o dia todo) e dei uma bela espiadinha na missa do papa em Aparecida (só emoção, como relatei no post anterior ♥). Quando cheguei em casa foi hora de tomar banho, me arrumar e jantar rapidinho porque esse seria meu primeiro dia como voluntária de fato. Peguei minhas muambas e parti e ganhei uma carona do meu pai até a escola que serviu de alojamento para mais de 200 peregrinas. O tempo ficou muito ruim nessa semana, com direito a chuva e temperaturas baixas que em nada combinavam com o nosso Rio de Janeiro. Fecha parênteses. O trabalho foi tranquilo, tive apenas que ficar de olho na chegada das peregrinas que deveria acontecer até meia noite e checar se estava tudo ok. Resultado: fui dormir quase uma da manhã e feliz! Dia 25/07 - Catequese e Acolhida do papa + segunda vez como voluntária Acordei às 6h e depois às 7h. O tempo parecia ainda pior e choveu bastante pela manhã, meu corpo doí...