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Ah, o amor...

Falar de amor é complicado porque é daqueles sentimentos que não se explica. As pessoas criam teorias fazem pesquisas e inventam mil razões para o que não tem razão. Para quê tornar exata uma ciência que é da ordem do sentir? O amor é quase instintivo. Você vai saber quando acontecer com você. Se alguém diz que amar não dói, é mentira. O amor é sim esse tal sentimento sublime, mas dói. Você entende o porquê disso quando o ser amado sofre e você sofre junto. Quando ele passa por um problema e seu coração se angustia e nessa condição permanece enquanto a solução não vem. Mas amar faz sorrir. O riso do outro é o seu riso. A sintonia faz os pensamentos se cruzarem e as atitudes mais improváveis se tornam comuns. O sorriso brota espontaneamente nos lábios ao ver o ser amado, ao rever aquela foto de um momento que vocês dois dividiram. Amor é doação, é renúncia. Você se doa e quando se dá conta esqueceu de si mesmo. Amar é quando duas vidas batem dentro de um único peito. É deix...

Sobre amor próprio

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Ando reflexiva nos últimos tempos. Fico pensando no quanto me deixo de lado pelos outros e por mil e uma situações. Na escala de prioridades sou sempre a última. E cheguei à conclusão de que talvez isso esteja me fazendo mal. Pensar no próximo é um gesto nobre, mas esquecer de si mesmo é cruel. Pensar em mim mesma não é um gesto de egoísmo, mas sinal de amor próprio. Este anda perdido há algum tempo. Como sentir-se segura sem antes reconhecer suas próprias qualidades? Se não nos valorizamos, como esperar isso de outras pessoas? Isso não é egoísmo, é amor próprio. Amar a si mesmo e buscar sermos melhores seres humanos é uma atitude individual. Quando nos amamos e valorizamos, isso transparece , inspira e atrai. Depois que li a frase acima concluí que não posso esperar ser valoriza e amada para me sentir feliz comigo mesma. Uma boa dose de amor próprio pode ser a fórmula da felicidade. A partir do momento em que estiver feliz comigo mesma, poderei me abrir para o mundo, com sua...

Passaram-se seis meses

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Passaram-se seis meses desde que o senhor foi embora. Nem parece que já tem tanto tempo. Ou melhor, nem parece que o senhor se foi. A vida continuou com sua correria, seus compromissos, objetivos, percalços, sorrisos e lágrimas. As lembranças ainda nos são muito vivas porque o senhor vive em nós, nas datas comemorativas em que sua ausência grita diante de nossos olhos e em nossa memória, quando lembramos do que partilhamos juntos. Mesmo diante da tristeza que sua falta física nos traz, temos ainda duas alegrias maiores. Em primeiro lugar, a memória que nos leva à convivência em Araruama, às visitas em nossa casa, aos sorrisos que a vida nos proporcionou. E em segundo lugar, a certeza de que temos junto de Deus alguém que olha por nós de lá do céu, dá aquela "forcinha" quando necessário e abençoa nossas vidas e escolhas. Obrigada vovô Manuel. Obrigada pelos exemplos que o senhor deixou, pelo legado de um homem de fé, pelo seu trabalho, honestidade e pela família onde estou...

Procuram-se super-heróis

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Não resisti, confesso. Estava sofrendo de abstinência de leitura e me rendi a um dos livros que "comprei" gratuitamente na Saraiva online. Tenho acesso a eles através de um aplicativo para celular ( Saraiva Reader ), mas que também pode ser baixado para desktop. Aproveitei a semana de folga do curso, os dias livres que me concedi e devorei Procuram-se super-heróis , da Bel Pesce, em algumas viagens casa-trabalho-casa. Conheci a Bel Pesce há uns dois anos no programa da Ana Maria Braga. Me encantei com sua história, pesquisei sobre seu livro "A menina do vale" e até sobre empreendedorismo. Baixei a versão gratuita do livro, mas não li. Há pouco tempo soube que ela estava lançando o segundo,  Procuram-se super-heróis , e que estava disponível na Saraiva online por R$ 0,00. Fui lá e adquiri. A leitura é muito fácil e acessível. A autora fala de pequenas habilidades que têm o poder de nos transformar enquanto pessoas e mudar nosso modo de ver o mundo e aqueles q...

Saudade do futuro

Acaba de bater aquela saudade, aquela que vai lá no fundo do coração fazer cosquinha e desassossegar o peito. Uma saudade de futuro, do que está por vir, do que desconheço. Pode parecer estranho, mas me soa tão normal. É o anseio pelos sonhos que ainda não conquistei, pelas viagens que não fiz e pessoas que ainda não conheci. É um desejo de voar (sentimentos vem e vão, já falei sobre esse voo antes ). Desejo de viver uma vida inteira, de viver para sempre e carregar comigo todos aqueles que amo. Uma vontade de ser tudo o que sonhei e sentir aquela completude que acalma a alma. Sentir a leveza do dever cumprido, respirar fundo e notar borboletas no estômago batendo suas asinhas com alegria. A sensação é de que no futuro está a solução para todos os problemas do presente. É o lugar comum do final feliz, dos sonhos alcançados e metas cumpridas. Mas por que não fazer de cada dia um novo futuro? Por que não perceber nas pequenas coisas nossas realizações e conquistas diárias? Sonhar gra...

Cansaço

O corpo anda cansado A mente em descompasso Um dia de cada vez, diria o ditado E se a fé remove montanhas Mais que isso, renova esperanças Queria fechar os olhos e não ver Mas como na escuridão não se perder? Queria a adrenalina De virar ali na esquina De sonhar mais alto Um sonho melhor ainda Enquanto sonhos não viram realidade, tento fazer poesia Entre palavras de desabafo recito minha agonia

Em um relacionamento sério com as tecnologias

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No início de dezembro passado esqueci meu celular em casa e até escrevi um post sobre isso, sobre a experiência de ficar 12 horas sem o aparelho e suas funcionalidades por perto. E há tempos tenho notado meu apego às tecnologias, telas e redes sociais. Noto que na maioria das vezes meu acesso é automático. Não estou procurando nada, é apenas o vício de "dar uma olhadinha", de querer abraçar o mundo e não perder nenhuma possível novidade. Tenho consciência do quanto isso é ruim. Prova disso é que em tempos de monografia me desconectei por algumas semanas e não tive qualquer trauma. Ganhei mais concentração e o trabalho andou. Há algumas semanas fiz o mesmo: cinco dias sem redes sociais. Foram experiências curtas, mas que mostram o mundo que existe do outro lado da tela. Tenho tido essa preocupação não só com a minha relação com as tecnologias, mas com tudo o que essa dependência provoca nas relações humanas em geral. Vejo crianças ainda muito pequenas vidradas nas telinhas...