Esse ano não será feito somente de releituras, mas elas têm se mostrado fan-tá-ti-cas! O tempo passa e nossa visão muda, nosso jeito de ler e interpretar pela segunda vez traz novas percepções. A releitura de A menina que roubava livros , de Markus Zusak, era obrigatória, mas tornou-se urgente quando vi que o filme estava prestes a ser lançado. Queria reler antes de assistir o longa. Lembrava que tinha gostado do livro e que o seu iniciozinho foi uma leitura árdua da primeira vez (fins de 2008, início de 2009). Tinha um quê de histórico, nazismo, campos de concentração e uma menina que lia no porão, enquanto os bombardeios aconteciam lá fora. Isso foi o que ficou na memória. Agora, vejo uma narrativa construída de modo incrível não só por um, mas vários motivos. O primeiro, e um pouco óbvio, é que o narrador é nada mais, nada menos que a própria morte. Esse personagem que permeia as nossas vidas e com o qual nos encontraremos no fim, cheio de mistérios, crenças e superstições....